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quinta-feira, 18 de maio de 2017

AHTS Mr. Chafic / PPQT, Maiden call Santos. Saipem Terminal


No início da madrugada do dia 16/05/2017, atracou no terminal Saipem 1, procedente do Rio de Janeiro, em sua primeira escala em Santos, o AHTS (Anchor Handling Supply Tug) nacional classe UT 722L "Mr. Chafic" (IMO 9303493, 3.498 grt, 14.410 bhp - 167 bp), programado para rápida operação de movimentação de equipamentos/gêneros off shore.  



AHTS – Anchor Handling Tug Supply

Os Navios de Reboque, Manuseio de Âncoras e Abastecimento (Anchor Handling Tug Supply Vessels) são normalmente caracterizados  pela potência o de seu motor propulsor princial, em termos de potência efetiva ( BHP - brake horsepower), sua força de tração estática, ou capacidade de reboque (Bollard Pull), alem de sua capacidade de transporte e armazenamento de carga e apoio/realização de operções de apoio offd shore. O tamanho dos navios varia de acordo com a localização geográfica de suas operações.

AHTS Mr. Chafic, atracando para docagem / PND - PMG
Estaleiro Navship, Navegantes/SC, 18/05/2013
Jeff Chrjapin

Caracterizam-se visualmente por terem convés de ré curtos em relação aos PSVs (que não possuem capacidade de reboque e confundidos comummente com Rebocadores de Alto-Mar), possuindo equipamentos especializados no manuseio de âncoras, tais como guinchos de reboque, e acessórios especiais, sendo embarcações multifunções especializadas e Rebocadores de Alto-Mar de grande potência.


Um AHTS (Anchor Handling Tug Supply), é uma embarcação polivalente, especializada em operações do tipo offshore, sendo utilizada em operações de manobras de âncoras e no posicionamento de plataformas, reboques oceânicos de grandes estruturas e embarcações (a grande maioria de movimentações oceânicas de plataformas de petróleo e FPSO´s são realizadas pelos AHTS, ao invés de um RbAM), socorro e salvamento, combate a incêndios, transporte de suprimentos e cargas múltiplas, tais como equipamentos para perfuração e prospecção de petróleo, tubulações, contêiners, correntes, possuindo ainda tanques específicos para transporte de combustível, água potável, drill water, cimento, barita, betônita, slops, entre outros. Sua presença é notada em todas as regiões onde há prospecção de petróleo no mar.


 Construído pelo estaleiro  Aker Promar S/A, Niteroi/RJ, casco PRO-12  em julho de 2005 para o armador Alfanave Transportes Maritimos Ltda ., Rio de Janeiro ((Edison Chouest Offshore LLC, Cut Off/LA/EUA).


Classificado com o DP 1 (Dynamic Position), 2.400 dwt, 80,60 m de comprimento, 18,00 m de boca, 8,00 m de pontal, 6,60 m de calado máximo carregado, 450 m2 de área de convés, 830 m3 de combustível (carga), 847 m3 de água potável.



Propulsado por 2 motores diesel Rolls-Royce Marine AS Bergens BVM-12 de 7.205 bhp x 750 rpm cada, dois eixos, dois hélices de passo controlável, velocidade de 10 nós, consumindo 17 t. de óleo a cada 24 h, 167 Bp de traçãp estática (* segundo IHS / ISR).


Para auxiliar as manobras, também é equipado com dois bow thrusters retrateis e um stern thruster tipo tunel.


Após rápida operação o Mr. Chafic suspendeu às 10:30 h do dia 16, com destino ao Rio de Janeiro.


Fotos Gustavo 'Índio' Castro e Silvio Roberto smera - 16/05/2017

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Rei dos Mares, Sua Majestade, o AHTS

Acima, o AHTS Geonísio Barroso, bandeira brasileira, classe UT-722.

Um AHTS (Anchor Handling Tug Supply), é uma embarcação polivalente, especializada em operações do tipo offshore, sendo utilizada em operações de manobras de âncoras e no posicionamento de plataformas, reboques oceânicos de grandes estruturas e embarcações (a grande maioria de movimentações oceânicas de plataformas de petróleo e FPSO´s são realizadas pelos AHTS, ao invés de RbAM), socorro e salvamento, combate a incêndios, transporte de suprimentos e cargas múltiplas, tais como equipamentos para perfuração e prospecção de petróleo, tubulações, contêiners, correntes, possuindo ainda tanques específicos para transporte de combustível, água potável, drill water, cimento, barita, betonita, slops, entre outros. Sua presença é notada em todas as regiões onde há prospecção de petróleo no mar.


Em 2008, tivemos a oportunidade de visitar o AHTS Bos Turmalina, bandeira brasileira, afretado à Petrobras, atracado no armazém 27, onde estava embarcando correntes para movimentação de ferros de plataforma petrolíferas. O navio pertence a classe UT-722L (uma versão renovada do UT-722), um projeto concebido em 1998 pela empresa norueguesa Rolls-Royce Marine A/S, e é construído sob licença em diversos estaleiros pelo mundo. O Turmalina é de propriedade do armador Bos Navegação Ltd., sediada em Macaé/RJ, subsidiária da norueguesa Farstad Shipping ASA, Aleesund. O navio se destaca pela automatização, possuindo um passadiço digital com equipamentos de navegação e comunicações de última geração como: Sistema de Posicionamento Dinâmico (DP), GPS Diferencial (DGPS), radares Arpa, cartas náuticas eletrônicas, rádios VHF, fax, telefone, internet e praça de máquinas automatizada.
Quanto as instalações habitáveis, o navio é dotado de camarotes-suítes, (individuais para os oficiais superiores e duplos para demais oficiais e guarnição), refeitório, sala-de-estar (Praça d'Armas), uma pequena mas bem equipada academia para prática de ginástica, enfermaria, além de escritórios de convés e máquinas.

 O AHTS Bos Turmalina, durante escala no Porto de Santos para o embarque de correntes 
para movimentação de ferros de plataformas petrolíferas.

Quase todas as operações são controladas pelos oficiais de náutica a partir de uma estação localizada a ré do passadiço, de onde é possível ter todo o controle dos equipamentos, guinchos e thrusters do navio. Sendo uma unidade de Posicionamento Dinâmico, é necessário ter uma visão e um controle geral sobre as operações que em geral são delicadas e feitas na proximidade de grandes estruturas e muitas vezes sob condições meteorológicas extremamente adversas. Desta mesma estação também podem ser controlados os ROV (Remotely Operated Underwater Vehicle) ou Veículo Submarino Remotamente
Controlado, embarcados quando o navio realiza operações de apoio submarinas, sendo que em alguns AHTS maiores e mais modernos os ROV fazem parte da dotação de equipamentos orgânicos do navio.
A guarnição padrão de um AHTS é formada por 16 pessoas, no caso do Bos Turmalina são 17:
Comandante (CCB), Imediato (CCB/1ON), 2 Oficiais de Quarto e Convés (1ON e 2ON, Pilotos), Contramestre (CTR), 4 Marinheiros de Convés (MNC), Chefe de Máquinas (OSM/1OM), Subchefe de Máquinas (1OM/2OM), Eletricista (ELT), 3 Marinheiros de Máquinas (MNM), Cozinheiro (CZA) e Taifeiro (TAA). A guarnição trabalha em esquema de 28 x 28 dias, com tripulação fixa (duas tripulações) com troca completa, sempre ocorrendo no Terminal de Macaé/RJ.
Fonte: Podernaval

 Design - UT-722L

 O Yvan Barreto, realizando serviços junto à FPSO Cidade de Vitória.

 Novamente o BOS Turmalina, aqui atracando em Niterói/RJ.

Mais um da classe UT-722L, o Bos Turquesa - Angra dos Reis/RJ

 O BOS Turquesa aqui visto saindo do porto de Rio Grande/RS.

Fotos: César T. Neves, Erik França, Marcelo Lopes e Marcelo Vieira.